domingo, 13 de dezembro de 2009

Ia esquecendo!

Na mesma revista, a resenha do livro Cadernos sobre o mal, de Joel Birman, chamou minha atenção. Ei-la:



Em Cadernos sobre o mal o psicanalista e psiquiatra Joel Birman analisa novas formas de violência e de agressividade, próprias da cultura contemporânea. Para isso, recorre ao trabalho de teóricos como Sigmund Freud e Jacques Lacan, dos filósofos Theodor Adorno, Walter Benjamin, Michel Montaigne e Nicolau Maquiavel, que abordaram o tema em suas obras. O novo livro está organizado em três partes: na primeira, questões sobre agressividade e violência são enfocadas sob a ótica do discurso psicanalítico; na segunda, é enfatizado o campo da política, no qual a crueldade se faz presente no exercício do poder; na terceira, Birman coloca o cenário brasileiro em pauta e, nesse contexto, mescla ensaios analíticos com artigos curtos. Em sua análise, o autor - que abordou o assunto em Arquivos do mal e resistência - traça paralelos e aborda a delinquência entre as camadas sociais mais pobres, que tem como correspondente a corrupção e o crime do "colarinho branco" entre as classes média e alta. Para Birman "a perseguição  a paranóia são, sem sombra de dúvida,as formações psíquicas mais bem distribuídas entre nós."

Para atiçar a curiosidade!


Acabei de ler a Mente e Cérebro deste mês... excelente!
(Cabe registrar que a série A Mente do Bebê, em 4 revistas, é imbatível!)
Enfim... Destaco:
- PRAZERES E DESPRAZERES DO TRABALHO (Alain de Botton). Hoje parece impossível imaginar que alguém possa ser feliz se for improdutivo; por muitos séculos, porém, remuneração e satisfação foram consideradas incompatíveis;
- POR QUE SOMOS CEGOS? (Vilayanur S. Ramachandran e Diane Rogers-ramachandran). Embora muitos acreditem que os olhos funcionam como câmeras, estudos mostram que nossa capacidade de apreender informações visuais é limitada;
- CONSUMO, LOGO EXISTO (Roberta de Medeiros). Comprar exageradamente pode ser uma forma patológica de aplacar angústias; muitas vezes, a compulsão é sazonal – festas de fim de ano e férias convidam ao excesso;
- INFLUÊNCIAS FRANCESAS NO BRASIL (C. Lucia Montechi Valladares de Oliveira e Caterina Koltai). Contribuição de Jacques Lacan e de outros pensadores marcou a teoria e a prática da psicanálise brasileira;
- A RELAÇÃO ALÉM DAS PALAVRAS (Rubens Kignel). A comunicação entre a mãe e o bebê ocorre de maneira sutil; mensagens e afetos podem ser transmitidos de forma inconsciente por meio da respiração e dos movimentos corporais.
Alguns dos artigos podem ser lidos em: http://www2.uol.com.br/vivermente/sumario/

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Felicidade não tem fim, tristeza sim - por Fabrício Carpinejar (claro!)

"Quando não era pai, o riso pedia um motivo. Uma função. Uma explicação. A piada tinha que ser muito engraçada. Hoje a vida é mais engraçada do que a piada
Meus filhos nunca perguntam: por que está triste? Eles me fazem feliz antes de perguntar. Só passei a rir à toa depois da paternidade. Rir por nada mesmo. Rir porque vejo meu filho desenhando uma casa com pernas ou reparo no modo como ele segura o garfo, igual à avó. Ou observando a concentração da filha diante da televisão ou seu bocejo esquecendo a proteção das mãos. Quando não era pai, o riso pedia um motivo. Uma função. Uma explicação. A piada tinha que ser muito engraçada. Hoje a vida é mais engraçada do que a piada. Ao largar a pasta do trabalho, há um alívio de que serei abraçado pelos filhos até ser derrubado. Levantarei as pernas para cima, desistindo das reservas. Meu riso dá cambalhotas sem colchão.
Eu recebo diariamente pilhas de livros. Poderia confessar que felicidade é permitir que o Vicente abra os pacotes e me conte os títulos. Ele fica alucinado em ajudar. Mas os livros foram se espalhando, tomando os corredores. A esposa me advertia do avanço do escritório pelas peças. Tomei jeito e resolvi pedir novas estantes. Garantiria folga momentânea do problema e o filhote seguiria rasgando os envelopes.
O marceneiro chegou, amaciado de sotaque espanhol. Expliquei o que desejava e fui para minhas atividades. Não cessava de falar enquanto encaixava os parafusos.
– Em que você trabalha?
– Sou escritor e professor.
– Professor de onde?
– Da Unisinos...
– Ah, a Unisinos, minha filha estuda lá, no curso de Letras, ela é aplicada.
(Neste momento, vi que ele apenas encontrava um motivo para falar da filha. Achou o sinal do petróleo e não cessaria sua perfuração.)
– Que bom, parabéns...
– Não, parabéns para ela, que não puxou o pai e se dedicou a estudar. Quando olho para minha filha, me sinto realizado. Tudo o que passei na vida não teve borracha.
– Não teve borracha?
– Pai não apaga nada que viveu depois dos filhos. Não põe fora nem um desenho...
Eu freei uma gargalhada desavisada.
Na última semana, fui ao lançamento de um livro de alunos da Unisinos. Quando me escorei para pedir um autógrafo, Teresa, uma das autoras, me encarou:
– Põe esse livro na sua estante.
– Sim, vou colocar.
– Na estante de meu pai.
– Como?
– Ele fez sua biblioteca. Tenho orgulho dele. Me ensinou a escrever e nem sabe.
O lápis que ele usava na orelha para medir a altura das paredes, sua filha pegou para escrever e alargar as palavras. Felicidade é quando o filho coincide com o pai e a mãe – e nenhum deles precisa ter consciência disso."
(Fabrício Carpinejar - claro!)

Quem espelha e quem irradia...


Terminei a leitura do livro da Costanza!
Muuuuuito bom!
Confesso que prefiro o Nelsinho a ela, mas como algumas amigas me disseram que era uma leitura light, gostosa para uma sorvida só, cedi à curiosidade!
Realmente é um livro delicioso, escrito por uma mulher viajada e com ampla experiência em tudo o que envolve moda: desfiles, elegância, tendências, backstages, personalidades famosas, gestual e atitude.
Fala pouco de si e muito sobre o que aprendeu...
Com isso, quero deixar registrado que:
"Estilo é o que dá forma ao pensamento e mostra quem você é de verdade. Estilo distingue quem espelha de quem irradia. Estilo é conquista individual, plena de autonomia. Ele nos dá sentido de competência, prazer e segurança. Trancende tempo e gênero." (Costanza Pascolato).

Cheesecake


Um de meus hobbies é cozinhar.
Cozinhar é alquimia pura! A combinação de cheiros, temperos, alimentos, quando fica perfeita, é inescapável aos sentidos!
De vez em quando ainda me dá um "ó" de cozinha e fico hooooooras cozinhando, tomando um vinhozinho, geralmente com uma musiquinha de fundo... e curtindo... daí preparo pratos diversos e congelo...
Às vezes sai simplesmente uma sobremesa ou uma torta para uma amiga, um amigo, uma cumadre, uma prima... um patezinho para comer com torradinhas à noite... uma saladinha...
Enfim... quando eu disser que "estou cozinhando", não se estresse, porque eu não estarei estressada... rs
Algumas receitas dão muito trabalho, outras pouco. Algumas coisas são simples e baratas, outras caras e com ingredientes complicados de achar. Por isso o Mercado Municipal é parada obrigatória em Sampa! Delícia!
Nessas experiências culinárias, uma tortinha sempre me intrigou porque era danada de fazer ficar boa! A tal da cheesecake...
Depois de experimentar trocentas receitas, descobri uma que agora faço sempre e que todos adoram! Faço receita dupla e não sobra nada!
Como ontem, pela enésima vez, repassei-a a uma amiga, dou de graça pra vocês!
É fácil, fácil de fazer! E como cobertura, geralmente coloco uma boa geléia de framboesa (ao invés da de cereja original da receita)!
Agora só me falta uma receita decente de tiramissú...

Cheesecake com calda de cereja
(rende de 6 a 8 porções)
Ingredientes
125 g de biscoito maisena
75 g de manteiga amolecida
300 g de cream cheese
60 g de açúcar de confeiteiro
1 colher, de chá, de essência de baunilha
1/2 colher, de chá, de suco de limão
250 ml de creme de leite fresco
1 vidro (284 g) de geléia de cereja
Modo de preparo
Bata os biscoitos no processador de alimentos até que esfarelem (ou no liquidificador).
Junte a manteiga e bata de novo até que virem uma massa compacta (se usar o liquidificador, misture a manteiga com os biscoitos esfarelados com a mão, em uma tigela).
Pressione esta mistura no fundo de uma fôrma redonda com fundo removível de 20 cm de diâmetro. Pressione bem os lados para que eles fiquem um pouco mais altos do que o fundo.
Bata juntos o cream cheese, o açúcar, a essência de baunilha e o limão, até a mistura ficar cremosa.
Bata o creme de leite e junte-o à mistura de cream cheese. Espalhe sobre a base de biscoitos e alise com uma espátula. Deixe na geladeira por 3 horas ou de um dia para o outro.
Na hora de servir, desenforme a cheesecake e espalhe por cima a geléia de cereja.
(Nigella Express)

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Amadora

- Vc me faz rir muito alto!
- E vc me faz chorar.
- Não! Sem choro, meu amor...
- Eu não consigo...
- Consegue sim! Sem choro e sem calcinha...
Ele faz cócegas na minha barriga e tira a calcinha.
Querido.
Me beija como sempre e me faz passar por sete portais de arco-íris quando entra em mim.
Amado.
Lembrei de uma belíssima cópula de caramujos que vi num filme.
Imperdível.
Eles se unem numa dança erótica e se entrelaçam, se misturam e se confundem em belíssimos movimentos, em total unidade e sublimação...
Lindo.
Me enrosco em Luiz e me entrego aos desejos secretos dos libidinosos, à loucura dos amantes proibidos e à memória dos amores platônicos. Sento no falo que me cala e me faz trocar as palavras por grunhidos prolongados e confusos como a língua que se perderia na queda da Torre de Babel.
Amor.
Meu remelexo é a redondilha da melodia que ele intui e nós suamos a maresia que embaçou todas as vidraças do Grande Hotel.
Eu, a odalisca apaixonada dançando sobre o meu sultão até sentir as pernas bambas, e o meu astro, sem perder a deixa, improvisa o nosso sexo sagrado em estocadas cada vez mais cadentes, que me colocam à frente de um batalhão de choque e eu quase morro de tanto gozar...
Um novo recomeço de uma história inacabada que Deus deixava na gaveta para retomar num dia bem inspirado...
Luiz e eu, personagens a mercê do Criador e do seu humor imprevisível como o fim do universo e o curso dos meus pensamentos desordenados.
Acho que falei demais.
Suspiro.
(Ana Miranda)

Cartas



Foram lá e vasculharam as minhas coisas.
Como sempre a desculpa do acaso.
Estão sempre me investigando, me procurando, tentando me ler.
Curiosidade sobre o que sou, o que faço, o que sinto.
É assim desde sempre.
E sempre deixo um rastro.
E concluí que me descobriram um pouco mais.
Concluí errado.
Nem eu me descobri ainda.
E depois, tudo passa a ter um duplo significado. 
Como nada é dito, acabo pensando em me explicar.
Justificar.
Mas quem mandou ir me vasculhar?

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Encontro com Milton Santos



Título Original: Encontro com Milton Santos. Documentário sobre a visão de Globalização do grande intelectual brasileiro Milton Santos (1926-2001). - Descendente de ex-escravos emancipados; - Formado em Direito pela Universidade Federal da Bahia (1948), Doutorado em Geografia pela Universidade de Estrasburgo (França). - Atuou como jornalista e Professor Universitário. - Foi professor das universidades de Paris (França), Columbia (EUA), Toronto (Canadá) e Dar Assalaam (Tanzânia). Também lecionou na Venezuela e Reino Unido. - Foi professor da Faculdade de Filosofia, Ciências Humanas e Letras da USP (FFLCH), consultor da OIT (Organização Internacional do Trabalho), da OEA (Organização dos Estados Americanos) e da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura). - Foi o único intelectual não pertencente ao mundo anglo-saxão a receber, em 1994, o prêmio Vautrin Lud, considerado o "Nobel" da geografia.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Mulheres que dizem fim - por Xico Sá


Como se dizia mui antigamente, deu na imprensa, reproduzo: as mulheres estão pedindo mais a separação do que os homens. Coisa séria. Reflita: dados sobre registro civil divulgados na última quarta-feira (25/11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que, em 2008, 71,7% das separações não consensuais - ou seja, um quer, mas o outro não - foi pedido por mulheres.
Aproveito e reabilito uma velha tese. Velha, porém minha. Sim, homem é frouxo, só usa vírgula, no máximo um ponto e vírgula; jamais um ponto final.
Sim, o amor acaba, como sentenciou a mais bela das crônicas de Paulo Mendes Campos: "Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar..." Acaba, mas só as mulheres têm a coragem de pingar o ponto da caneta-tinteiro da convivência. E pronto. Às vezes com três exclamações, como nas manchetes sangrentas de antigamente.
Sem reticências...
Mesmo, em algumas ocasiões, contra a vontade. Sábias, sabem que não faz sentido prorrogação, os pênaltis, deixar o destino decidir na morte súbita. O homem até cria motivos a mais para que a mulher diga basta, chega, é o fim!!!
O macho pode até fugir para comprar cigarro na esquina e nunca mais voltar. E sair por ai dando baforadas aflitas no king-size do abandono, no Continental sem filtro da covardia e do desamor. Mulher se acaba, mas diz na lata, sem metáforas.
Melhor mesmo para os dois lados, é que haja o maior barraco. Um quebra-quebra miserável, celular contra a parede, controle remoto no teto, óculos na maré, acusações mútuas, o diabo-a-quatro. O amor, se é amor, não se acaba de forma civilizada. Nem no Crato...nem em Estocolmo.
Se ama de verdade, nem o mais frio dos esquimós consegue escrever o "the end" sem uma quebradeira monstruosa. Fim de amor sem baixarias é o atestado, com reconhecimento de firma e carimbo do cartório, de que o amor ali não mais estava. O mais frio, o mais "cool" dos ingleses estrebucha e fura o disco dos Smiths, I Am Human, sim, demasiadamente humano esse barraco sem fim.
O que não pode é sair por aí assobiando, camisa aberta, relax, chutando as tampinhas da indiferença para dentro dos bueiros das calçadas e do tempo. O fim do amor exige uma viuvez, um luto, não pode simplesmente pular o muro do reino da Carençolândia para exilar-se, com mala e cuia, com a primeira criatura ou com o primeiro traste que aparece pela frente.
MODINHAS DE FÊMEA
Chama a atenção na mesma pesquisa, citada na cumeeira desta crônica, como as gaúchas, em parelha com as catarinenses, são as mulheres que mais buscam na Justiça a separação. Só na Paraíba, mulher-macho-sim-senhor, os homens são maioria no mesmo tipo de atitude legal, porém dolorosa, barraquista e cruel.
Faz favor, seu garçom, tem aquela clássica de Jane e Herondy? Sim, "não se vá", toca pra gente, play it again, Sam! Aumenta o volume que estou caindo fora. Beijos e até a próxima.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Sobre ser merecedora...

Há algum tempo uma questão me azucrina a cabeça...
Não sei se já aconteceu com vocês mulheres, mas comigo algumas várias vezes.
Os homens agora acham que para dar, ceder, satisfazer, ser gentil, amável, companheiro, é preciso que antes de tudo sejamos “merecedoras”...
Mas o que exatamente isso quer dizer?!
Pra não me perder em divagações, lá fui eu ao pai dos burros... aliado de todas as horas de ignorância, que não são poucas, mas se fossem suficientes eu provavelmente seria mais feliz...

“Merecer 1. Ser digno de. 2. Ter direito a. 3. Estar em condições de receber.” (Aurélio)

Ok. Partindo dessas premissas:
Quem ama não é digno de se amado?
Quem quer não tem direito a se sentir querido?
Quem se dedica, agrada, bajula, mima, não está em condições de receber o mesmo?
Está certo, tudo está de pernas para o ar... Não precisamos mais do sexo oposto (ou do mesmo, para quem prefere) para quase nada... Estamos livres, leves, soltas e... o que é pior... independentes!
De fato isso deve ter deixado os homens desnorteados e tento ao máximo compreender essa crise, assim como tento fazê-los (muitas vezes em vão) compreender a nossa também, já que, da mesma forma, não ficamos assim tãããão satisfeitas com aquelas que decidiram queimar os sutiãs pra dar uma de 'mulher-macho'. Ser mulher-macho muitas vezes é chato, cansativo e enche o saco!
Mas quem recebe um pedido vindo de quem em tese “não precisa de nada” não deveria estar mais atento?!
E tenho certeza que em muitas das vezes isso não se dá porque o homem não gosta, não  tem prazer, não sente atração... Em várias situações há amor mútuo, há necessidade de ter a mulher perto... Só que esses sentimentos vêm acompanhados de uma espécie de resistência, de frieza, de medo da entrega.
Só que quem cativa – e quero deixar claro que detesto a compreensão do “te tornas eternamente responsável por aquele que cativas”, porque a frase por si só já encerra uma prisão! – cansa, porque relacionamento é troca. E se não for, aí sim será masoquismo.
E não sendo medo da entrega é o quê?!
Supervalorização do macho?!
Insegurança?!
Por que a mulher tem que estar sempre provando algo mais, fazendo algo a mais... se derretendo, se comprometendo, se arriscando?!
Essa competição, para um homem, é prova de bem-querer?!
E quem está sempre agindo, tentando?! Não se esgota?!
É... não é fácil compreender os homens...
E apesar de eu não me considerar muito otimista nesses assuntos, tem sempre alguém interessante e disposto a ser descoberto!

Vazio


Já fazia tanto tempo...
E tu não vieste ter comigo.
Te escondes? Tens medo, inabilidade? Será covardia?!
Está na hora de compreender que em alguns momentos a presença é necessária,
porque o que não é dividido depois não pode ser somado.
Se perde.
E na retomada fica o vazio...
O vazio não compartilhado do momento passado.
O vazio de sentido.
O vazio da cama.
O vazio entre os corpos.
O vazio dos pensamentos.
Esses, nenhuma palavra preenche.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Clube do Sushi!

Dias agitados no trabalho...

Noites agradáveis... compartilhando... papo bom... em excelente companhia...
Mil peixinhos enroladinhos de várias maneiras... Diversas bebidinhas para animar a galera: espumante, vinho, cerveja, coca (não que fosse necessário, mas...)!



O Clube do Sushi era TU-DO!!!


Eis os que por lá passaram e não ficaram...





E os que nunca se largaram...






Já estava na hora de reativá-lo!
Valeu, Lon!
Allons-y!!!

U2


Confirmada a passagem da turnê do U2 pelo Brasil no segundo semestre do ano que vem!
Imperdível!!!
Sim, deles sou fã fanática.
Do Bono Vox, mais especificamente...
Como é que um homem consegue ser inteligente, bonito, engajado, charmoso, simpático, querido por todos e ainda estar com a mesma mulher há tantos anos?!
Yes, they exist!
Wipe your tears away!

Ícaro


Dizem mesmo que Deus dá asas a quem não sabe voar...
Melhor assim.
Provavelmente se as me tivesse dado,
eu teria queimado de tão perto do Sol ia querer chegar...


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Aquário


Sublime aquariana
Livre, leve e, às vezes, leviana
Fria, forte, fixa e tão falante!
Quero-a assim, aquariana
Que não há mulher mais intrigante
Só você sonha o que admiro
E realiza o que não ousam
Só tua voz tem firmeza e simpatia
E traz a paz e a harmonia
Que amo, que quero
De que preciso
Hoje e sempre

Mente tão rápida e só não mente pra mim 
Pois só os meus olhos cavam sua verdade
Tu és abandono e companhia, noite e dia
Trazes pra mim a água da dor
Me amas com um amor não-amor
Mas me ensinaste um tal amor-amizade
Que é quando me sinto mais perto de mim
(Marcelo Salgado)