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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

"Sua experiência matrimonial deixara-o desconfiado do envolvimento profundo com mulhereres, porém ainda ansiava pela companhia feminina e preferia pensar que todas as noites, em Nova York, havia muitas mulheres atraentes que eram tão solitárias quanto ele e estavam disponíveis de graça, desde que ele soubesse onde encontrá-las."
(em A Mulher do Próximo, p. 210)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Porque o Paulo indicou o blog da Ana, lembrei do mestre do jornalismo literário: Gay Talese - cujo estilo e livros ano passado discuti com um ainda grande amigo - e de quem sempre tive vontade de ler esse livro:

“Numa noite de domingo, quando voltavam ao campus num ônibus da Greyhound, na sequência de uma troca de beijos e carícias cada vez mais apaixonados no veículo escuro, ele instou-a a fazer uma felação nele ali mesmo, sob um cobertor. Ela ficou surpresa com o pedido e mais ainda com a própria disposição de ceder ao desejo dele sem relutância ou constragimento, tão ansiosa estava no momento para agradar-lhe, bem como excitada pela idéia de executar aquele ato nas costas dos outros passageiros. Quando abaixou a cabeça e pôs o pênis de Hugh na boca, sentiu não somente amor por ele, mas também o despertar intenso de sua própria libertação”.

(Trecho do livro A Mulher do Próximo. Uma crônica da permissividade americana antes da era da Aids)