sábado, 14 de maio de 2011

“Ele chorou um pouco. Era um belo homem, com barba por fazer e abatidíssimo. Via-se que havia fracassado. Como todos nós. Ele me perguntou se podia ler para mim um poema. Eu disse que queria ouvir. Ele abriu uma sacola, tirou de dentro um caderno grosso, pôs-se a rir, ao abrir as folhas. Então leu o poema. Era simplesmente uma beleza. Misturava palavrões com as maiores delicadezas. Oh, Cláudio – tinha eu vontade de gritar –, nós todos somos fracassados, nós todos vamos morrer um dia! Quem? Mas quem pode dizer com sinceridade que se realizou na vida? O sucesso é uma mentira”.
(em A Via Crucis do Corpo)

4 comentários:

  1. Oieeeee!!!amigaaaa lindaaa!!!!que saudades de navegar neste seu mundinho azul...que muito me encanta...mais aos poucos eu estarei voltando...como sempre seus posts estão um arrasooooo....amiga desejo á vc.um dia perfeitinho...cheio de amor...!!!beijos em seu coração...!!!

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  2. Amo Clarice, mas quem não ama?
    Seus contos são tão lindos quanto suas poesias não é mesmo?
    Bela escolha...

    Aproveito pra te dizer que seu blog tem lindas fotos, me estasia... é muito gostoso estar aqui... bjus

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  3. Concordo com a Ana, Amo Clarice, quem não ama?
    Gosto muito desse cantinho seu Lú, cada dia melhor, comento pouco mais leio sempre, ADORO!


    Será o fracasso uma verdade?

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