sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

U2

Show do U2 em Sampa, no Morumbi,
dia 09 de abril de 2011!!!
Talvez 30 de março, em Buenos Aires, no Estadio Unico de La Plata, também seja uma boa ideia!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Impulso eufórico

"[...]se o homem vivesse plena e totalmente a sua vida, desse forma a todo sentimento, expressão a toda ideia, realidade a todo devaneio, creio que o mundo receberia um novo impulso eufórico, um impulso de alegria que nos faria esquecer todos os males do medievalismo e voltar aos ideiais helênicos... talvez a algo mais belo e mais rico do que o próprio ideal helênico. Mas o mais valoroso dos seres humanos tem medo de si mesmo. A mutilação do selvagem subsiste tragicamente na renúncia que nos estraga a vida. Somos punidos pelo que enjeitamos. Todo impulso que nos empenhamos em sufocar incuba no nosso espírito e nos envenena. Peque o corpo uma vez, e estará livre do pecado, porque a ação tem um dom purificador. Nada restará então, salvo a lembrança de um prazer; ou volúpia de um arrependimento. A única maneria de se livrar de uma tentação é ceder-lhe. Resistamo-lhe, e a nossa alma adoecerá de desejo do que proibimos a nós mesmos, do que as suas leis monstruosas tornaram monstruoso e ilegítimo. Tem-se dito que os grandes acontecimentos do mundo ocorrem no cérebro. Também é no cérebro, e só nele, que ocorrem os grandes pecados do mundo."
(em O Retrato de Dorian Gray)

A angústia da influência*

"Porque influenciar uma pessoa é emprestar-lhe a nossa alma. Essa pessoa deixa de ter ideias próprias, de vibrar com as suas paixões naturais. As suas qualidades não são verdadeiras. Os seus pecados, se é que existe o que se chama pecado, vêm-lhe de outrem. Essa pessoa torna-se eco da música de outra pessoa, intérprete de um papel que não foi escrito por ela. A finalidade da vida é para cada um de nós o aperfeiçoamento, a realização plena da nossa personalidade. Hoje, cada qual tem medo de si próprio; esquece o maior dos deveres: dever que tem consigo mesmo. Naturalmente, o homem é caridoso. Dá de comer ao faminto, veste o maltrapilho. Mas a sua alma é que sofre fome e anda nua. A coragem abandonou a nossa raça. Talvez nunca a tenhamos tido. O temor da sociedade, que é a base da moral, e o temor a Deus, que é o segredo da religião... eis as duas coisas que nos governam."

(em O Retrato de Dorian Gray, p. 28).

*o título do post faz menção, propositalmente, ao excelente livro de Harold Bloom que trata do mesmo tema, mais especificamente no campo da influência artística.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Cansaço

"Ora, pra que me enganar: você realmente pediu, sem pronunciar palavra, você vinha pedindo, me deixe, olhe o jeito que te trato, repare em como não te quero mais, me deixe, e eu, de repente, naquela noite que poderia ter sido amena, me vi desistindo de um jantar e de nós dois em menos de dez minutos [...]"
(em Fora de Mim, p. 12)

Soneto XI

"Tenho fome de tua boca, de tua voz, de teu pêlo,
e pelas ruas vou sem nutrir-me calado,
não me sustenta o pão, a aurora me desequilibra,
busco o som líquido de teus pés no dia.

Estou faminto de teu riso resvalado,
de tuas mãos cor de furioso celeiro,
tenho fome da pálida pedra de tuas unhas,
quero comer tua pele como uma intacta amêndoa.

Quero comer o raio queimado em tua beleza,
o nariz soberano do arrogante rosto,
quero comer a sombra fugaz de tuas pestanas

e faminto venho e vou olfateando o crepúsculo
buscando-te, bucando teu coração ardente
como um puma na solidão de Quitratúe."

(em Cem Sonetos de Amor, p.19)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Thai

Se havia um restaurante que despertava todos os sentidos (diferente, com um climinha gostoso tanto para conversar quanto para namorar, comida saborosa, música agradável) em Floripa, era o THAI.
Diz o pessoal do Destemperados que, apesar da mudança de local, a casa continua um charme!
Até o final de janeiro, prometo dizer se é vero ou não.
Se alguém passar por lá antes, diga o que achou!


"Então me vens e me chega e me invades e me tomas e me pedes e me perdes e te derramas sobre mim com teus olhos sempre fugitivos e abres a boca para libertar novas histórias e outra vez me completo assim, sem urgências, e me concentro inteiro nas coisas que me contas, e assim calado, e assim submisso, te mastigo dentro de mim enquanto me apunhalas com lenta delicadeza deixando claro em cada promessa que jamais será cumprida, que nada devo esperar além dessa máscara colorida, que me queres assim porque assim que és..."

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Divisão de tarefas

"Se a mulher armou o barraco,
pode ter certeza que
foi o homem quem trouxe a favela!"

(hoje eu to engraçadinha, mas o Carpinejar mata a pau, né?! rsrsrs)

Chuva!

"E ela vem chegando de branco
Meiga, pura, linda e muito tímida
Com a chuva molhando
Seu corpo lindo que eu vou abraçar
E a gente no meio da rua
Do mundo, no meio da chuva
A girar, que maravilha
A girar

Chove chuva, chove sem parar
Chove chuva, chove sem parar

Pois eu vou fazer uma prece
Pra Deus, Nosso Senhor
Pra chuva parar de molhar
O meu divino amor

Que é muito lindo
É mais que o infinito
É puro e é belo
Inocente como a flor"

(Jorge Ben Jor)

domingo, 28 de novembro de 2010

Cartas de amor

"as cartas de amor deveriam ser fechadas com a língua. beijadas antes de ser enviadas. sopradas. respiradas. o esforço do pulmão capturado pelo envelope, a letra tremendo como uma pálpebra. não a cola isenta, neutra, mas a espuma, a gentileza, a gripe, o contágio. porque a saliva acalma um machucado. as cartas de amor deveriam ser abertas com os dentes"
(em Livro de Visitas)

Sobre o casamento

"Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: 'Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até sua velhice?' Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar."

Por favor

"Quero te conhecer menos, mexer menos em teus objetos, em tuas gavetas, em tuas roupas.
Que seja dispensado das cartas, do que levas na bolsa, de teus filmes prediletos, de teus diários, de teus pentes, de tuas jóias em estojo de diploma, de teu escapulário da primeira comunhão, de teus blusões em fila dupla, de teus varais com as roupas ao avesso, de tuas superstições de consultar as portas de noite, de tua fobia em atender telefone, de tua ânsia em me contar as novidades, de tua loucura em me aguentar, de tua sabedoria em me acalmar, de tua facilidade em se dividir com as amigas, de tua coleção de brincos quebrados, dos álbuns de fotografias em ordem cronológica, dos clipes emendados uns nos outros no computador, dos bilhetes amarelos na geladeira, de tua compulsão em comprar presentes, de tua mania de consultar o horóscopo, dos teus quindins, de tua mania em dormir enroscada, de salgar a comida um pouco mais do que se deveria.
Não me mande mais nada. Não me dê lembranças, músicas, poemas, sapatos, isqueiros, não quero juntar esmolas de tuas coisas, não quero fazer um santuário de tuas coisas, não quero encaixotar tuas coisas, não quero peregrinar as mãos em tuas coisas como se fosse tua mão esperando na mesa.
Minha mão ossuda depende de tua pele para respirar folgas.
Tiras proveito da consciência que vou formando de ti enquanto me desinformo do mundo.
Não desejo descobrir o que tocaste senão amarei muito mais do que se tivesse tocado.
Não me fales "gosto daquilo" que já estarei gostando junto. Evite comentários.
Não me digas "vamos naquele restaurante" que será mais um lugar para te esperar.
Não inventes deitar na grama no domingo que o sol grudará nos dentes.
Não narres aos ouvidos da cama o que podemos sentir.
Não ponhas trilha no celular, não troques as almofadas, não escolhas as toalhas e os lençóis, controla essa mania de se espalhar por tudo, de botar teu cheiro por dentro de minha boca.
Não abras mais o leite sem romper o lacre, não deixes a gaveta entreaberta, a torneira entreaberta, meu corpo entreaberto.
Não reclames do que não fiz, que farei de novo para chamar tua atenção.
Não arrumes minha gravata, que me acostumarei a pedir conselhos.
Não arrumes minha gola que o vento é mesmo enviesado.
Quero te conhecer menos para não sofrer depois tanto tua perda.
Mas deveria ter dito isso antes."

(em O Amor Esquece de Começar, p. 138-139)

Quando me apaixono II

Ela: Sinto sua falta. Sente a minha falta?
Ele: O que você quer?
Ela: Quero olhar pra você, por muito, muito tempo.
Ele: O que mais?
Ela: Quero dizer que sei o que fiz pra você. A pior coisa que você poderia esperar. Eu sabia. Mesmo naquele momento.
Ele: Que mais?
Ela: E farei de novo. Vou ferir você repetidamente. Não daquele jeito. Você teria de me abandonar se eu o ferisse daquele jeito. Vou ferir você de outros modos. Sem querer. E, às vezes, por querer.
Ele: Está me fazendo uma proposta e tanto.
Ela: Você também vai me ferir, sabe? Vai me ferir e me trocar. Tavez, até me deixe depois de prometer o contrário.
Ele: Jamais.
Ela: Mas isso é possível.
Ele: Jamais.
Ela: Mas... pode acontecer.
Ele: É, pode.
Ela: E então?
Ele: Puxa!
Ela: Eu sei. Sinto muito. E então?


(de Quando me Apaixono)

Quando me Apaixono

"Ela: Desculpe, eu nunca conheci alguém como você. Nunca fui tão eu mesma. Essas poucas vezes juntos pareceram...
Ele: O quê?
Ela: Família. Sinto muito, mas é verdade. E sinto que quero ficar perto de você o tempo inteiro. Mas preciso tomar umas decisões e, se for ficar comigo, você também.
Ele: Por que está falando tão rápido?
Ela: Seu filho não pode me ver aqui.
Ele: Se vamos ser uma família, ele terá que saber que não sonhou que você estava seminua na casa dele. Quer ficar com o cara do "na alegria ou na tristeza"? Se quiser, juro...
Ela: Não eu não quero.
Ele: Mas se você quiser...
Ela: Mas não quero. Sinceramente? Quero ficar com você. Só que para você, vai significar ficar com isso também (passando a mão na barriga).
Ele: De quanto está grávida?
Ela: Seis semanas.
Ele: Nos conhecemos há exatas seis semanas. No dia em que ele te deixou. Fizeram amor no dia em que nos conhecemos?
Ela: Uh, sim... Desculpe... O que houve?
Ele: Preciso caminhar...
Ela: Sério?
Ele: Sério. Estou a ponto de pedir que fique comigo. Pra valer. Você, carrega o filho de outro cara, do seu marido, na barriga. Nessa linda barriga. Preciso caminhar..."

(do filme: Quando me Apaixono)

sábado, 27 de novembro de 2010

"Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquele cara que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente,
a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas...
É cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando,
mas quem estava procurando por você."