Mostrando postagens com marcador Barthes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Barthes. Mostrar todas as postagens

sábado, 17 de julho de 2010

“A linguagem é como uma pele: esfrego minha linguagem no outro. É como se eu tivesse palavras ao invés de dedos,
ou dedos na ponta das palavras.”

sexta-feira, 9 de julho de 2010

E termina...

"Como termina um amor? O quê? Termina? Em suma, ninguém - exceto os outros - sabe disso; uma espécie de inocência mascara o fim dessa coisa concebida, afirmada e vivida como se fosse eterna. O que quer que se torne objeto amado, quer ele desapareça ou passe à região da amizade, de qualquer maneira, eu não o vejo nem mesmo dissipar: o amor que termina se afasta para um outro mundo como uma nave espacial que deixa de piscar. Esse fenômeno resulta de uma imposição do discurso amoroso: eu mesmo não posso construir até o fim minha história de amor: sou o poeta apenas do começo; o final dessa história, assim como minha própria morte, pertence aos outros. Eles que escrevam o romance, narrativa exterior, mítica." (Roland Barthes em Fragmentos do Discurso Amoroso).

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Ciúmes


"Como ciumento, sofro quatro vezes: porque sou ciumento, porque me reprovo em sê-lo, porque temo que meu ciúme magoe o outro e porque me deixo dominar por uma banalidade. Sofro por ser excluído, por ser agressivo, por ser louco e por ser comum."
(Fragmentos de um Discurso Amoroso - Roland Barthes)