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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A Viagem de Théo

" 'Ide tranquilamente entre o tumulto e a pressa e lembrai-vos da paz que pode existir no silêncio. Sem alienação, vivei tanto quanto possível em bons termos com todas as pessoas.
Dizei calma e claramente vossa verdade, e ouvi os outros, mesmo o pobre de espírito e o ignorante; eles tb têm sua história.
Evitai os indivíduos barulhentos e agressivos, eles são um insulto para o espírito.
Não vos compareis com ninguém: correríeis o risco de vos tornar vaidosos. Sempre há alguém maior e menor que vós.
Desfrutai vossos projetos assim como vossas realizações, sede sempre interessados em vossa carreira, por mais modesta que seja: é uma verdadeira posse nas prosperidades mutáveis do tempo. Sede prudentes em vossos negócios, porque o mundo está cheio de malícias.
Mas não sejais cegos no que concerne à virtude que existe: vários indivíduos buscam os grandes ideiais e em toda parte a vida é repleta de heroísmos.
Sede vós mesmos.
Sobretudo não simuleis a amizade!
Tampouco sede cínico no amor, porque em face de qualquer esterilidade e de qualquer desencanto ele é tão eterno quanto a relva.
Aceitai com bondade o conselho dos anos renunciando com graça a vossa juventude.
Fortalecei a prudência do espírito para vos proteger em caso de infortúnio repentino.
Mas não vos aborreçais com quimeras!
Numerosos temores nascem da fadiga e da solidão... Para lá de uma disciplina sadia, sede ternos convosco mesmos.
Sois filhos do universo, tanto quanto as árvores e as estrelas tendes o direito de estar aqui. E, percebais ou não, o universo se desenrola sem dúvida como deveria.
Estai em paz com Deus, quaquer que seja vossa concepção dele e, quaisquer que sejam vossas obras e vossos sonhos, guardai no desconcerto ruidoso da vida a paz em vossa alma. Com todas as suas perfídias, as suas tarefas fastidiosas e os seus sonhos desfeitos, o mundo é belo!
Prestai atenção: tratai de ser felizes.'
Encontrado numa velha igreja de Baltimore em 1962. Autor desconhecido."
(em A Viagem de Théo, p. 613)

Remexi nesse velho livro por conta da conversa sobre
religião, crença e fé com um grande amigo.
Acabei me deparando com esse belo trecho
assinalado por mim lá nos idos de 198...  e pedrinha... rs
Por isso, divido com vcs!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Escritos Malditos

Acabei de receber o meu exemplar!!!
Vou ali devorá-lo e já volto pra contar!!!

Pra quem não sabe, obra da, também blogueira, Andréia Beheregaray (http://www.andreatpm.blogspot.com/).

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Comer, Rezar, Amar, mais um pouco...

"Eu queria que Giovanni me beijasse. Ah, mas são tantos os motivos que fariam disso uma péssima ideia... Para começar, Giovanni é dez anos mais novo do que eu, e – como a maior parte dos rapazes italianos de vinte e poucos anos – ainda mora com a mãe. Só esses dois fatos já fazem dele um parceiro romântico improvável para mim, já que sou uma americana de trinta e poucos anos que trabalha, acaba de passar por um casamento falido e por um divórcio arrasador e interminável, imediatamente seguido por um caso de amor apaixonado que terminou com uma dolorosa ruptura. Todas essas perdas, uma atrás da outra, deixaram em mim uma sensação de tristeza e fragilidade, e a impressão de ter mais ou menos 7 mil anos de idade. Por uma simples questão de princípios, eu não imporia essa minha pessoa desanimada, derrotada e velha ao adorável, inocente Giovanni. Sem falar que eu finalmente havia chegado à idade em que uma mulher começa a questionar se a maneira mais sensata de superar a perda de um lindo rapaz de olhos castanhos é mesmo levar outro para sua cama imediatamente. É por isso que já faz muitos meses que estou sozinha. É por isso, na verdade, que decidi passar este ano inteiro sozinha." (grifei - de Comer, Rezar, Amar, p. 15).

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Comer, Rezar, Amar

"Além disso, tenho problemas de limites com os homens. Ou talvez não seja justo dizer isso. Para ter problemas com limites, é preciso primeiro ter limites, certo? Mas eu sou inteiramente tragada pela pessoa que amo. Sou como uma membrana permeável. Se eu amo você, eu lhe dou tudo que tenho. Dou-lhe o meu tempo, a minha dedicação, a minha bunda, o meu dinheiro, a minha família, o meu cachorro, o dinheiro do meu cachorro, o tempo do meu cachorro – tudo. Se eu amo você, carregarei para você toda a sua dor, assumirei por você todas as suas dívidas (em todos os sentidos da palavra), protegerei você da sua prórpia insegurança, projetarei em você todo tipo de qualidade que você na verdade nunca cultivou em si mesmo e comprarei presentes de Natal para sua família inteira. Eu lhe darei o sol e a chuva e, se não estiverem disponpiveis, dar-lhe-ei um vale de sol e um vale de chuva. Darei a você tudo isso e mais, até ficar tão exausta e debilitada que a única maneira que terei de recuperar minha energia será me apaixonar por outra pessoa.
Não é com orgulho que eu revelo esses fatos sobre mim mesma, mas é assim que sempre foi." (grifei - do livro Comer, Rezar, Amar, p. 73-74).

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Clássicos

Estou sempre preocupada com a educação do filhote.
Rateando em livrarias - prazer que a pequena já sente nos excelentes espaços infantis agora feitos especialmente para eles -, encontrei esse livro da escritora Ana Maria Machado, que tanto iluminou a minha infância.
Recomendo! Li num gole só!

"Como tornar a leitura um prazer? O que fazer para que crianças e jovens descubram no livro um cúmplice para grandes viagens? A escritora Ana Maria Machado nos apresenta uma bela cartografia da leitura - um passeio apaixonado pela literatura universal, apontando como e por que ler os textos clássicos, aqueles que nunca saem de moda e vêm fascinando gerações e gerações de leitores. Reunindo um elenco de personagens que deixaram sua marca na história, este livro se constitui num guia eficiente para a educação literária e sentimental de crianças, jovens - e adultos também."

quinta-feira, 23 de setembro de 2010



“Com o corpo e o espírito leves, elas se entregam ao sonho, abandonando a nuca ou os pés a lentas massagens. Nessa atmosfera de refinada sensualidade, até as mais feias se sentem desejáveis." (Kenizé Mourad em Em Nome da Princesa Morta)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

7 Pecados

Recordo-me bem que dos livros da coleção Plenos Pecados os que mais gostei foram, indubitavelmente: Inveja - O mal secreto e Luxúria - A casa dos budas ditosos, escritos, respectivamente, por Zuenir Ventura e João Ubaldo Ribeiro.
E é deste que quero falar.
Como diria Marilena Chauí:
"Dos sete pecados capitais, a Luxúria é o mais terrível, porque é o mais sedutor e porque dela nascem os outros seis ou por ela são eles estimulados." (em Repressão sexual: essa nossa (des)conhecida).
Concordo em gênero, número e grau! Preguiça, gula, inveja, ira, avareza ou soberba combinados com a luxúria podem proporcionar deliciosas sensações poucas vezes experimentadas ou sentimentos de extrema complexidade. E cada uma das combinações, por si só, renderia boas postagens.
O desejo carnal satisfeito seguido de uma bela sessão de preguiça...
Gula por deliciosidades desfrutadas na cama...
Inveja do desregramento alheio...
Isso pra não falar nas acaloradas discussões que renderiam a análise sobre a liberdade de corpo, mente e espírito que os protagonistas têm que ter para se lançar em determinadas aventuras do gênero, ocupando-se apenas do desejo da carne.
Sim, a culpa é o oitavo pecado capital!
Bem, o fato é que João Ubaldo se arriscou não pela escolha da temática, mas por optar por escrever como se fora mulher. Sob esse ângulo o livro foi alvo de muitas críticas, algumas delas bastante pertinentes.
A mim me parece que na produção literária em que mulheres são autoras há uma liber(t)ação do corpo, que aparece desligado das amarras psicológicas, sociais ou culturais que o aprisionam. Fala-se do prazer e a mulher deixa de ocupar o lugar do silêncio, da ausência, passando a ser sujeito dos textos através da fala, do discurso, da escrita. Embora trate de valorizar o corpo feminino, imprime na escrita um mundo de experiências próprias, nem sempre aceitas pelo sistema patriarcal.
(E aqui não estou tomando como exemplo o "A vida sexual de Catherine Millet" que até quem se considera ultra-super-hiper-giga-mega-master liberal quando o assunto é sexo, considera as experiências, relatadas pela autora como autobiográficas, inverossímeis)
Então como um homem poderia falar do desejo de uma mulher ou vice-versa?
Isso não parece possível sequer sem a troca de gênero!
Alguns temas, particularmente, exigem conhecimento empírico para serem abordados, sob pena de o gênero (e 'otras cositas más') revelar-se na escrita.
Recentemente fui desafiada a fazer o mesmo, ao avesso. Não consegui; me revelei a cada linha. Há muito de mim no que escrevo. Há muito do meu corpo, do meu prazer, da minha experiência como fêmea. Há muito de mulher.
As opiniões foram as mais variadas: de que era um homem escrevendo para agradar a uma mulher; de que eu sou muito fêmea, com os hormônios saindo por todos os poros e isso transparece no texto; que quem me conhecia bem sabia o quanto de mim havia naquela crônica.
Valeu, porque me diverti!
Constatei que uma mulher definitivamente não sabe como fala o falo. 
Mas, enfim... ainda assim o livro é delicioso e queria ter assistido à interpretação da personagem pela Fernanda Torres no teatro e em Sampa, 'of course'. Pena que geralmente falte companhia, às vezes grana e eventualmente tempo.
Por fim, para que cada um tire suas próprias conclusões, segue um trecho em que a protagonista do livro relata a fantasia que nutria para o momento de seu desvirginamento:
"E então chega o momento tão ansiado. Sem pronunciar uma palavra, ele fecha a boca da donzela com um beijo decidido entre seus bigodes másculos, insinua seus quadris, delicada mas firmemente, entre as coxas dela e dirige a glande inturgescente para o hímen, então trêmulo e lubrificado pelos fluidos naturais da vagina. Resoluto, ele se assegura, às vezes com a ajuda das mãos, de que está no ponto certo e então, enquanto ela dá um gemido abafado, entre a dor e o prazer da fêmea que finalmente cumpre seu destino biológico, penetra-a com um só impulso vigoroso, abre-lhe mais as pernas, inicia um movimento de vai-e-vem profundo e, finalmente, derrama-lhe nas entranhas o morno líquido vital, sem o qual ele não é nada, ela não é nada." (p. 58)
(Atentem aos adjetivos e advérbios utilizados para descrever o macho e a fêmea!)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

"A criança não deve ser enganada, nem ficar desinformada. Tem o direito à verdade. A melhor e mais bondosa das mentiras causa muito mais dano que a pior e mais terrível das verdades." (Leonardo Posternak em O Direito à Verdade: cartas a uma criança).

sábado, 4 de setembro de 2010

O Desejo

Esta obra traça, em suas duas primeiras partes, um panorama da reflexão ocidental sobre o desejo. A reflexão oficial é sobre "O Banquete" de Platão. Surgem a seguir Santo Agostinho e Tomás de Aquino. Na modernidade ganham particular destaque Spinoza, Schopenhauer. Mais próximo a nós, de destaca, Freud e Lacan. Na Grécia predomina o desejo do Ser, com o receio de sua multiplicação desordenada, mas ao mesmo tempo se reconhece o valor inestimável do desejo como um dado positivo da natureza humana. Na modernidade sobressai o desejo do homem encarado ambiguamente. Por um lado, alguns pesadores demonizam o desejo; por outro, há quem veja nele a própria essência do humano. A obra se encerra com três capítulos sintéticos. Os dois primeiros analisam os laços que unem o desejo ao amor e à lei. Sublinham também os desafios éticos e estéticos ligados à questão do desejo. O último capítulo discorre sobre a possibilidade e o sentido de uma política do desejo.

Os livros na http://www.saraiva.com.br/ estão com descontos muito bom!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Lacan por Zizek

Os textos e as ideias de Jacques Lacan são tão difíceis que só especialistas conseguem compreendê-los. Se é isso que você pensa, é porque ainda não sabe Como Ler Lacan. Slavoj Žižek, um dos grandes pensadores contemporâneos, será o seu guia nessa tarefa. Ele sabe colocar o leitor face a face com os textos do grande mestre francês da psicanálise para esclarecer os principais conceitos lacanianos, fazendo associações com as mais diferentes áreas. Instigado pelo raciocínio ágil e o abrangente conhecimento de Žižek, a um só tempo erudito e pop, você verá que há Lacan em Shakespeare e em Casablanca, em Nietzsche e num radical muçulmano, em Stanley Kubrick e nas novelas mexicanas. E que, longe de serem coisas meramente teóricas e distantes da sua realidade, conceitos Como recalque, Outro, sujeito suposto saber, e supereu fazem parte do seu dia a dia.
Em: http://www.ciadoslivros.com.br/produtos.asp?desc=como-ler-lacan&produtoid=266752&afiliadoId=24&gclid=CL24pt-f5qMCFeoD5QodzVZ4nA

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Julio Cortázar

"Ele é considerado um dos autores latino-americanos mais brilhantes de todos os tempos. Por isso o mundo das letras exultou ao serem encontradas uma série de escritos, artigos e crônicas de viagem, autoentrevistas e perfis de personalidades, por sua viúva, numa velha cômoda do casal, 25 anos após a morte dele. Os textos, de tirar o fôlego, foram reunidos nesse livro, excelente porta de entrada para aprodução dos mestres portenhos. Um luxo para o cérebro." (Revista Cláudia de agosto)

Ah, ter tempo para ler tudo isso... Mas fica a dica!

sábado, 7 de agosto de 2010

Frida Kahlo e Diego Rivera

Livro traz fotos de Frida Kahlo que permaneceram inéditas por 50 anos


Quando o artista Diego Rivera morreu, em 1957, deixou o pedido que seus arquivos e os de sua mulher, Frida Kahlo, continuassem fechados pelos próximos 15 anos.
Sua testamenteira, zelosa demais, acabou estendendo esse prazo. E só agora é rompido um longo silêncio em torno da intimidade de dois mitos da arte do século 20.
Um livro recém-lançado pela Cosac Naify faz uma seleção das fotografias que Frida Kahlo juntou em vida, seu arquivo pessoal de imagens que ficou escondido num dos banheiros da célebre Casa Azul, na Cidade do México.
Nessas 400 fotografias, estão autorretratos de seu pai, o fotógrafo Guillermo Kahlo, imagens da artista em festas e no hospital e lembranças de seus amantes e desafetos –uns com marcas de batom de seus lábios, outros rasgados ou dobrados ao meio.
Uma fenda no papel fotográfico, feita por ela, separa sua figura de Lupe Marín, a mulher que Rivera deixou para viver o romance mais intenso e mais conturbado de sua vida, ao lado de Kahlo.
Também estão lá os recortes de livros de ginecologia que a artista usou em seus quadros, um gato preto que aparece na tela “Autorretrato com Espinhos e Colibri”, o menino morto de “O Defuntinho Dimas Rosas”, a imagem de Stálin de “Frida e Stálin”.
É um arquivo de imagens que denuncia a proximidade de Kahlo com a fotografia. Além de ajudar o pai no laboratório, retocando negativos, ela conheceu e foi retratada por grandes nomes da época.
Nickolas Muray, da “Vanity Fair”, fotografou a artista trabalhando, ainda presa à cama de hospital depois do acidente de bonde que destruiu sua coluna. Edward Weston e Pierre Verger também passaram por sua vida.
Nas poucas fotos assinadas por Kahlo, aparecem com força essas influências modernas. Numa natureza-morta, ela junta uma boneca de pano a um cavalinho de madeira, alusão à batalha que travou na mesa de cirurgia em sucessivas operações para reconstruir seu corpo.
Esse sofrimento virou a marca de Kahlo. Em seus retratos, transborda do olhar uma melancolia robusta, a mesma dor transformada em latência formal nas telas.
Em vida, e diante da câmera, Kahlo posou como a imagem que plasmou de si, indissociável do próprio mito.
“Sabia que o campo de batalha do sofrimento se refletia em meus olhos”, escreveu a artista numa carta. “Desde então, comecei a olhar para a lente, sem piscar, sem sorrir, decidida a mostrar que seria uma lutadora até o final.”
KAHLO E SEU DUPLO
Numa biografia de Rivera e Kahlo, livro recém-lançado pela Record escrito por J.M.G. Le Clézio, está a mesma constatação. “Frida jamais se separará de seu duplo”, escreve o vencedor do Nobel.
“A enfermidade progressiva e o fechamento na solidão da dor transformaram o sonho da criança em fantasma, e deram valor quase mítico à outra ela mesma que escruta infinitamente no espelho.”

FRIDA KAHLO: SUAS FOTOS
AUTOR: Pablo Ortiz Monasterio
TRADUÇÃO: Gênese Andrade e Otacílio Nunes
EDITORA: Cosac Naify
QUANTO: R$ 120 (524 págs.)

DIEGO E FRIDA
AUTOR: J.M.G. Le Clézio
TRADUÇÃO: Véra Lucia Dias
EDITORA: Record
QUANTO: R$ 39,90 (240 págs.)

Furtei lá da Karol

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O Direito à Preguiça


Vale cada linha!
O prefácio da Marilena Chauí é imperdível!
http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/direitopreguica.html

terça-feira, 11 de maio de 2010

Inveja, o mal secreto

"Ciúme é querer manter o que se tem;
cobiça é querer o que não se tem;
inveja é não querer que o outro tenha."
(Inveja, o mal secreto; de Zuenir Ventura; Coleção Sete Pecados)

domingo, 13 de dezembro de 2009

Ia esquecendo!

Na mesma revista, a resenha do livro Cadernos sobre o mal, de Joel Birman, chamou minha atenção. Ei-la:



Em Cadernos sobre o mal o psicanalista e psiquiatra Joel Birman analisa novas formas de violência e de agressividade, próprias da cultura contemporânea. Para isso, recorre ao trabalho de teóricos como Sigmund Freud e Jacques Lacan, dos filósofos Theodor Adorno, Walter Benjamin, Michel Montaigne e Nicolau Maquiavel, que abordaram o tema em suas obras. O novo livro está organizado em três partes: na primeira, questões sobre agressividade e violência são enfocadas sob a ótica do discurso psicanalítico; na segunda, é enfatizado o campo da política, no qual a crueldade se faz presente no exercício do poder; na terceira, Birman coloca o cenário brasileiro em pauta e, nesse contexto, mescla ensaios analíticos com artigos curtos. Em sua análise, o autor - que abordou o assunto em Arquivos do mal e resistência - traça paralelos e aborda a delinquência entre as camadas sociais mais pobres, que tem como correspondente a corrupção e o crime do "colarinho branco" entre as classes média e alta. Para Birman "a perseguição  a paranóia são, sem sombra de dúvida,as formações psíquicas mais bem distribuídas entre nós."

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Quem espelha e quem irradia...


Terminei a leitura do livro da Costanza!
Muuuuuito bom!
Confesso que prefiro o Nelsinho a ela, mas como algumas amigas me disseram que era uma leitura light, gostosa para uma sorvida só, cedi à curiosidade!
Realmente é um livro delicioso, escrito por uma mulher viajada e com ampla experiência em tudo o que envolve moda: desfiles, elegância, tendências, backstages, personalidades famosas, gestual e atitude.
Fala pouco de si e muito sobre o que aprendeu...
Com isso, quero deixar registrado que:
"Estilo é o que dá forma ao pensamento e mostra quem você é de verdade. Estilo distingue quem espelha de quem irradia. Estilo é conquista individual, plena de autonomia. Ele nos dá sentido de competência, prazer e segurança. Trancende tempo e gênero." (Costanza Pascolato).

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Amadora

- Vc me faz rir muito alto!
- E vc me faz chorar.
- Não! Sem choro, meu amor...
- Eu não consigo...
- Consegue sim! Sem choro e sem calcinha...
Ele faz cócegas na minha barriga e tira a calcinha.
Querido.
Me beija como sempre e me faz passar por sete portais de arco-íris quando entra em mim.
Amado.
Lembrei de uma belíssima cópula de caramujos que vi num filme.
Imperdível.
Eles se unem numa dança erótica e se entrelaçam, se misturam e se confundem em belíssimos movimentos, em total unidade e sublimação...
Lindo.
Me enrosco em Luiz e me entrego aos desejos secretos dos libidinosos, à loucura dos amantes proibidos e à memória dos amores platônicos. Sento no falo que me cala e me faz trocar as palavras por grunhidos prolongados e confusos como a língua que se perderia na queda da Torre de Babel.
Amor.
Meu remelexo é a redondilha da melodia que ele intui e nós suamos a maresia que embaçou todas as vidraças do Grande Hotel.
Eu, a odalisca apaixonada dançando sobre o meu sultão até sentir as pernas bambas, e o meu astro, sem perder a deixa, improvisa o nosso sexo sagrado em estocadas cada vez mais cadentes, que me colocam à frente de um batalhão de choque e eu quase morro de tanto gozar...
Um novo recomeço de uma história inacabada que Deus deixava na gaveta para retomar num dia bem inspirado...
Luiz e eu, personagens a mercê do Criador e do seu humor imprevisível como o fim do universo e o curso dos meus pensamentos desordenados.
Acho que falei demais.
Suspiro.
(Ana Miranda)