quarta-feira, 16 de junho de 2010

Fading like a flower

In a time where the sun descends alone
I ran a long long way from home
to find a heart that's made of stone
I will try, I just need a little time
to get your face right out of my mind
to see the world through different eyes

Every time I see you oh I try to hide away
but when we meet it seems I can't let go
(Roxette - Per Gessle)

Literatura

A primeira descrição de um orgasmo feminino na literatura mundial... e... pasmem! Narrado por um homem!

"Ela não percebeu os gritinhos arrebatados que deu no final. Mas tudo acabou cedo demais, cedo demais, e ela não conseguia mais provocar sua própria conclusão com sua própria atividade. Aquilo era diferente, diferente. Ela nada podia fazer. Não conseguia enrijecer-se e prendê-lo para sua própria satisfação. Podia apenas esperar, esperar e gemer por dentro ao senti-lo se retirando, se retirando e encolhendo, chegando ao terrível momento em que deslizaria para fora dela e iria embora. E toda ela estava aberta e macia, e clamando suavemente, como uma anêmona marinha sob as ondas, clamando para que ele voltasse para dentro e a preenchesse. Inconscientemente uniu-se a ele com paixão, e ele não mais deslizou para fora, e ela sentiu o macio botão dentro dela se agitando, e estranhos ritmos palpitando em seu interior num estranho e cadenciado crescimento, intumescendo e intumescendo até preencher toda a sua inquieta consciência, e então recomeçou o indescritível movimento que não era realmente um movimento, mas cristalinos e profundos redemoinhos de sensações que giravam com intensidade cada vez maior através de todas as suas células e de sua percepção, até que ela se tornou um perfeito e concêntrico fluido de sensações e se entregou lançando inconscientes e inarticulados gritos. A voz vinda das trevas..."
(Fragmento de O Amante de Lady Chatterley - em As 100 melhores histórias eróticas da literatura universal).
"O que se passa na cama
é segredo de quem ama!"
(C.D.A.)

terça-feira, 15 de junho de 2010

Lua

Já viram que linda está a Lua hoje?!
Quem puder, vá até a janela ver... pense nas pessoas que lhe são caras... o universo conspira!

Máxima

Te amo...
não pelo que és,
mas pelo que sou quando estou contigo!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Estamos condenados a escolher!

Beija

“Antes de te entregares a alguém, beija, e nunca te entregues antes de teres beijado com todo ardor e concentração de tua boca fulgurosa, julgadora e de tua capacidade receptiva.
E ao fechares os olhos sob a ação dos beijos do ser amado, faze-o para melhor ver o seu interior, como um sonâmbulo. E quando os beijos de outro não tiverem o sabor realmente precioso; quando seu hálito morno não te lançar numa seminarcose deliciosa em que murmures; quando o beijo não for nada disso, reúne todas as forças que deixou a paixão momentânea, fecha a tua boca e foge. Foge, pois falta a condição imposta pela natureza a toda felicidade erótica: a harmonia entre os corpos...”

Desconheço a autoria. Se alguém souber, por favor, avise! Tomara que não seja da Andréa! rsrs

Amor verdadeiro


Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d'água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente divino - o amor.
Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro por algum motivo e em troca receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.
Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida.
Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado...
Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...
Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...
Se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...
Se você tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela...
Se você preferir morrer, antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.
É uma dádiva.
Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.
Ou às vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.
É o livre-arbítrio.
Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor.
(Carlos Drummond de Andrade)

Poesia

"O poema é cura, não doença. Escrevo para ser feliz, para me libertar do sofrimento, não para sofrer. É a alquimia da dor em alegria estética. Mesmo quando a coisa é doída, amarga, naquele momento a transformo no ouro que é o poema." (Ferreira Gullar).

domingo, 13 de junho de 2010

Caminhemos

Alguma coisa
inevitável
nos separa
antagoniza
nos transforma em dois.
Talvez muito tempo depois
somente
tenhamos saldos
de idade e sonhos
além de estradas
para retornar.
Talvez um beijo
talvez um jeito
um gesto meigo ...
Talvez apenas
por caminhar.
(Ricardo Pereira Duarte)

Do blog do Fernando: http://blogdofernandoalves.blogspot.com/

sábado, 12 de junho de 2010

Fragmentos de amor

"Sei o que me falta: você.
A presença do teu corpo, que ando sentindo no ar.
A textura da tua pele, pés, unhas, pêlos, cantos, gostos, maciez da língua e lábios... todos os lábios.
Cheiro, perfume, cheiro... delizante cheiro... lúbrico.
Quero te lamber, morder, engolir.
Quero-te pra mim."

"Tive dias de discórdia.
De consciência da necessidade de liberdade.
Tentei sublimar para não magoar...
mas o olhar, esse cúmplice-inimigo, me denuncia.
Vazio de mim.
Cheio de mim.
Confuso."

"Te amo com todos os significados que a palavra comporta.
Nada é pesado quando te tenho.
Não me canso de te procurar em cada canto.
E te cantar em cada procura."

"Tu tens a cola certa para os meus caquinhos."

"Preciso de ti.
Não gosto de falar que eu te amo para o travesseiro.
Falo ao vento porque ele, teu amigo, pode levar a ti.
Eu sem você.
Eu sem rumo."

"...e, enfim, massagear teu ego, recôndito na tua intimidade... saborosa intimidade."

“É possível sonhar sozinho...
Mas o sonho (do mais prosaico ao mais humanamente irrealizável) tem um calor especial quando sonho junto contigo... e tu aceitas o convite e te assentas na primeira classe dos meus vôos... e com a naturalidade da viajante experiente, enquanto sorve o vinho, mostra-me as paisagens pela janela...
Isso faz falta.”

“Respeito a tua melancolia...
Mas não podes negar que meus sonhos contigo ganham outra dimensão...
tu me fazes falta... sabes disso... escapa pelas entrelinhas...”

"cada instante
cada humor
cada gota de suor
cada pêlo
intumescido de paixão

os dentes quase-cortando lábios
os lábios e olhos apertados
ocultos nos cabelos soltos

soltando gritos
calados beijos
língua-dentes
intumescidos de paixão

e depois de tudo
ainda tudo
espraia imensa tranqüilidade”

“To precisando tanto falar contigo!
Ouvir a tua voz, ouvir da nossa vida, do nosso encontro...
Preciso desesperadamente daquela nossa paz!”

“Dorme os meus sonhos
Embala-te nos meus carinhos”

“E só contigo posso conversar certas coisas...
só tu que me entendes mesmo...
só o teu carinho...
suspiro
Ninguém consegue preencher isso... ninguém...
Vc sabe do que eu estou falando...
Essa coisa que não dá pra falar e que nós temos...
essa coisa de sustento recíproco...
Tu me fazes uma puta falta.
suspiro”

“Uma constatação: acho que só consegui amar de verdade quando tive, num relacionamento, que sentir alguma espécie de dor.
Não amo amores fáceis, amores "casa de bonecas", porque sinto que é bom superar, transcender as dificuldades, e superando acaba a dor e fica o extrato do amor... curtido... com sentido...
Se tudo fosse fácil contigo e comigo, não sei se estaríamos até hoje juntos.
E sabemos que podíamos estar para todo sempre juntos mesmo.
Na paz que a dor de um dia trouxe.
E choro... muito... de saudade... muita.
E acho que era isso que eu sempre quis dizer em meio aos suspiros:
que te amo... que sou teu pra sempre.”

“Certeza de que te amo mesmo!
E como isso é forte!!!
E como me faz feliz!!!
E como te quero aqui!!!
De repente me deu vontade de viver!”

“Ah, queria estar conversando contigo,
porque das tuas perguntas nascem as constatações...”

“Tem épocas como essas de TPM que tu decididamente não podes ficar sozinha.
Não estou culpando a TPM não.
É que tudo aflora com mais força... tudo que fica latente, que um suspiro manda embora, nesses dias não consegue...
Não estou dizendo que depois passa, tanto não passa que surge assim, de montão...
de vez.
Gosto de te entender... de te procurar... sempre encontro.
Sempre me encontro... isso sim é que é amor.”

“Sabia que estavas me chamando...
suspiro...
Você me terá por inteiro... a menos que assim não queira...
Tô vendo que eu vou ter que ir te encontrar...
Não aguento essa saudade."

500 anos


Estavam numa exposição comemorativa qualquer, num museu de uma grande cidade.
Caminhavam, absortos, comentando as obras de arte.
Ela ora se aproximava, ora se afastava das telas...
Ele, como sempre, a observava...
Chegou pertinho, enroscou os braços na cintura dela e perguntou:
- Sentes diferente, de perto e de longe?!
Ela riu:
- Sinto! Percebes como....
E calou no beijo dele.
Ficaram horas perambulando pela exposição...
Pararam em frente a uma escultura belíssima, saída do chão, explicou a ela quem e o que significava...
Já sabia, mas ouviu atenta... saboreando aqueles ares de professor.
Comentou que, das formas de arte, as esculturas lhe eram especiais... admirava Camille e Rodin... e a biografia dos dois a impressionava... ficaram algum tempo ali, parados e pensativos...
Então saíram, satisfeitos e cansados.
Ela precisava de água.
Dando uma olhada ao redor, respondeu-lhe:
- Pode ser picolé?
- Pode.
Foi lá, pegou dois, sentaram-se sob uma árvore e ele, como sempre, a observava...
- Você não chupa o picolé?
- Não, mordo!
- Sempre me surpreendes...
Riram juntos e foram almoçar. No trajeto as reclamações que já ouvira tantas vezes, sobre o movimento, a sujeira, a criminalidade, o trânsito. E ela há tempos amava tanto e tudo aquilo - que agora significava também ele -, que quis argumentar, mas não pôde.

Amor

Este o nosso destino: amor
sem conta, distribuído pelas
coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma
completa ingratidão, e na
concha vazia do amor, a
procura medrosa, paciente de
mais e mais amor.
(Carlos Drummond de Andrade)

Ter ou não ter namorado: eis a questão fundamental.

Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia.
Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão, é fácil. Mas namorado, mesmo, é muito difícil.
Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção não precisa ser parruda, decidida; ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição. Quem não tem namorado é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Há quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes; mesmo assim pode não ter nenhum namorado.
Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho. Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria. Não tem namorado quem faz pacto de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar. Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho escondido na hora em que passa o filme; de flor catada no muro e entregue de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário. Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, de fazer cesta abraçado, fazer compra junto.
Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira d'água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro. Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada, ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais. Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.
Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria. Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido.
ENLOU-CRESÇA!
(Carlos Drummond de Andrade)

Estrangeiro

"Eu me sinto um estrangeiro
Passageiro de algum trem
Que não passa por aqui
Que não passa de ilusão..."
(Engenheiros do Havaí)